Ombro gelado-Capsulite

Capsulite do ombro

 

Sem razão aparente, eis que um dia, acorda com o ombro impotente pela dor : parabéns, a herança da sua noite foi um “ombro gelado” ou dita de capsulite retráctil.

Regresso sobre 7 respostas às  duvidas mais frequentes.

 

 

O que saber sobre o ombro?

O ombro é uma articulação complexa, constituída por sete músculos e outros tantos tendões que asseguram a sua mobilidade articular em vários planos. Alias a articulação do ombro é composta por 5 diferentes articulações e 2 planos de deslize, envolvendo a omoplata (escapula), a clavícula, o úmero, o esterno, a coluna cervical e torácica, a 1° costela, isto num raciocínio biomecânico de funcionalidade.

No caso preciso da capsulite, o réu é uma membrana fibrosa em volta da articulação, a cápsula. Se esta perder sua elasticidade, a mobilização do ombro torna)se limitada ao ponto de se bloquear, conhecido como capsulite retráctil.

 

Publico alvo ? A capsulite afecta somente adultos, com um pico entre 45 e 65 anos, sendo o mais frequentemente senhoras.

 

Diagnostico?

O principal sinal resume-se à dor : espontânea, sem contusão ou choque, sem queda. A dor é intensa, inflamatória com o ápice de dor durante a noite.

Principal dificuldade do doente :  ao fim de 2 à 4 semanas, a dor diminui, mas paradoxalmente a mobilidade do ombro torna-se progressivamente diminuída ao ponto de merecer o termo de “gelar” o ombro. Os movimentos mais afectados são as lateralidades em abdução ou adução, ou seja mais simplesmente, as dificuldades em pentear-se, desapertar o soutien, até mesmo levar o garfo à boca.

 

Será melhor efectuar exames para despiste?

Infelizmente, nenhum exame é realmente significativo, sendo o diagnostico baseado sobre dados clínicos. As analises sanguíneas são normais, a radiografia  é normal em inicio de evolução, contudo num estado mais tardio observa-se uma descalcificação óssea relacionada com a imobilização, objectivada por cintigrafia.

 

O tratamento?

Para aliviar a dor, analgésicos e anti-inflamatórios são prescritos.

Se estes não  forem suficientes, o tratamento consiste à infiltração intra-articular, sendo renovado 2 vezes no máximo.

 

E a Osteopatia?

De um ponto de vista local, o tratamento em osteopatia consiste no trabalho especifico muscular de estimulação dérmica, de pontos gatilhos dolorosos, de relaxamento e estiramento, de correcção da orientação das fibras. Ao qual se associa um trabalho no aparelho esquelético, na reabilitação articular do ombro através de técnicas manipulativas suaves e numa perspectiva neurológica na coluna cervical, à fim de restituir o intercambio vascular e nervoso intrínseco do ombro.

Contudo, numa visão global postural, o tratamento de zonas pivots de sustento e de equilíbrio do corpo permitem criar estabilidade e mobilidade, diminuindo o impacto nas estruturas do ombro.

 

A prevenção?

Apesar das causas da capsulite serem difíceis de objectivar, uma certeza é a necessidade do nosso corpo de “movimento”.

Geralmente a dor dissuade o doente à mobilizar o ombro, o que paradoxalmente potencializa as aderências.

De facto é importante realizar em actividades desportivas os devidos aquecimento e alongamentos, como no dia à dia uns exercícios específicos de estiramento do membro superior, uma ginástica suave. Isto é em casa e no trabalho para tarefas mais físicas em fabricas ou mesmo à secretaria.

De mesmo, destaca-se um importante papel da ergonomia e da postura no sofá, à secretaria, à dormir...

 

 

 

Nota : a Osteopatia não se substitui à consulta do seu médico e ao uso de medicamentos

 

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