Tendinite e osteopatia

Uma tendinite é uma inflamação do tendão. O tendão não representa um simples meio de transmissão entre o musculo e osso, apresentando capacidades visco elásticas que lhe permitem de resistir à uma tracção e de armazenar uma certa quantidade de energia para a restituir durante o movimento. Um tendão é capaz, sem danos, de se alongar cerca de 5% acima do seu cumprimento inicial, participando assim à protecção e estabilização do sistema musculo esquelético.

 

 As tendinites localizam-se preferencialmente ao nível das articulações periféricas:

Ombro: A tendinite do ombro, como a do tornozelo, é das mais frequente, denominada frequentemente por periartrite para a descrever. O ombro é um complexo particular pelas poucas pressões às quais é submetido, por um estrutura óssea mais fina e menos encaixe articular do que na bacia por exemplo, simplesmente não é uma articulação de porte o que lhe permite amplitudes movimentos mais importantes. Os transtornos surgem das repetições de atritos e não do excesso de esforço devido ao peso. A evolução das tendinites são a fragilização e a ruptura, motivo pelo qual as dores de ombro não devem ser ignoradas mesmo sendo suportáveis.

Cotovelo: Representadas por duas formas diferentes :  se a dor se localizar na face externa do cotovelo ( afectando o grupo dos músculos épicondilianos que permitem de rodar a mão para cima e de estender o pulso) falaremos de ténis elbow clássica de jogadores de ténis e não exclusivamente. Ao inverso, a dor do golf elbow manifesta-se na face interna do cotovelo e principalmente no grupo de músculos epitrocleanos que têm  por função a rotação da mão para baixo e flexão do pulso.

Tornozelo: A tendinite de Aquiles sendo a mais frequente, é provocada por uma desidratação durante ou apôs o esforço, uma falta de flexibilidade, um transtorno morfológico da planta do pé. O formato do calçado pode representar um catalisador multiplicando as probabilidades de desenvolvimento de tendinite de Aquiles.

Adutores: Relativamente frequente, é quase sempre qualificada de pubalgia mas deve ser bem distinta de uma descompensação do sistema muscular adutor demasiado desenvolvido contra um sistema abdominal menor. (cf. : osteopatia e pubalgia : http://osteopataemportugal.blogspot.pt/#!/2013/01/pubalgia-e-osteopatia.html ).

Outras: Joelhos, pulsos, mãos ou ancas constituem também zonas propícias ao aparecimento de tendinites, bem que menos frequentes que as primeiras. São principalmente associadas à actividades especificas ( profissões, desporto intenso ...). No joelho por exemplo, os desportos necessitando corridas, impulsos, saltos tais como basquetebol, andebol, futebol, voleibol, esqui são mais afectados pelas tendinites do quadriceps, neste caso.


A tendinite reconhece-se por os seus sintomas específicos : dor à palpação  e à contracção do musculo, dor permanente durante o esforço e obrigando geralmente à paragem. Poderá surgir, um ligeiro inchaço ao nível da articulação, sem ser sistemático.
A tendinite surge geralmente quando o tendão é submetido à constrangimentos demasiadamente importantes num período muito longo, ultrapassando as suas capacidades de resistência.

 

As numerosas etiologias (causas) :

  • Uma “” posição  durante o esforço, principalmente nos casos de pubalgias ou tendinites dos adutores provenientes de um desequilíbrio entre a perna esquerda e direita.
  • Um material “defeituoso”, o calçado é frequentemente à origem de tendinites do tornozelo ou do joelho.
  • Um esforço intenso ou muito longo, seja para desportista ou para profissões exigindo uma repetição excessiva de movimentos (cozinheiros, cabeleireiros, empregadas de limpeza...), causando uma inflamação .
  • Uma falta de aquecimento, em condições particulares como frio, chuva ..., que modificam as qualidades do tendão, tais como os impactos acidentais ou provocadas pela actividade.
  • Malformações articulares, acrescentando pressões musculares durante o esforço (membro inferior curto).
  • As infecções são uma origem de tendinite, provocando uma reacção inflamatória localizada, nomeadamente as infecções dentarias como cáries.
  • A alimentação é fundamental, a falta de hidratação como os alimentos contendo histamina, cujo papel foi clinicamente demonstrado no aparecimento de tendinites. Citaremos por exemplo: tomates, abacates, figos, batatas, couce, couve-flor,  pepino, uvas, fumeiro, anchovas, arengue fumado, sardinhas, atum, queijos fermentados, leveduras, vinho ...

 


A eficácia da Osteopatia :

As tendinopatias representam um verdadeiro problema de saúde publica no aspecto profissional, sendo um transtorno músculo-esquelético  afectando 31% dos activos em geral.
 Para o tratamento das tendinites, a medicina convencional, propõe o descanso da articulação sem a imobilizar totalmente para não aumentar a rigidez. É preconizado de evitar a reprodução dos movimentos responsáveis pela dor. Para acalmar a inflamação, é aconselhado de praticar gelo sobre a articulação, de semanas à vários meses no quadro de tendinites do ombro ou do tornozelo. Num quadro agudo, a prescrição de anti-inflamatórios completa a acção do gelo, em certos casos (ombro principalmente) procede-se à injecção de corticóides.
A osteopatia intervêm em complemento da medicina clássica, sublinhado novamente como já referi numerosas vezes,  a importância de uma abordagem multidisciplinar.  O osteopata tentara tratar as anomalias que provocam as tendinites, a causa antes dos sintomas, já que devolver mobilidade articular diminuirá as dores e principalmente limitara os riscos de recidiva, o que os anti-inflamatórios não permitem.
Harmonizar os movimentos, libertar as tensões musculares, desbloquear os jogos articulares fazem parte integrante do tratamento osteopático para diminuir as tensões sobre o tendão, tal como a reorganização mio fascial e ligamentar circundante à articulação em causa.
Em todos os casos, o osteopata D.O, é formado para diagnosticar e orientar todos os causas fora do seu alcance que possam ser semelhantes à uma tendinite como as rupturas musculares, fracturas ...